segunda-feira, 26 de abril de 2010

# ESCULACHOS

Acredito que eu tenha tido a oportunidade de ter e em meu blog,um artigo,"cujo titulo é:TIRADENTES"que em breve se fará "raridade"da nossa querida autora "Martha Medeiros,veja o que segue,postado por ela prória,em seu blog. Esculachos Cássio, Cássio, como te agradecer? Explico. O Cássio é um leitor que desancou o último post que publiquei aqui no blog, e com toda razão. Estava mesmo uma porcaria, tanto que tirei do ar. A única frase que eu gostei era uma brincadeira duvidosa tipo "Salve Tiradentes, mas mártir mesmo é quem tem cárie", isso porque tenho pavor de ir ao dentista, e olha que meu dentista é o homem que mais confio no mundo, meu pai. Mas isso é outra história. A verdade é que eu havia escrito aquela bobajada percebendo que era uma bobajada, e como não publiquei em jornal algum, acabei colocando no blog, já que o tenho atualizado pouco. Um erro! Blog não é lixeira. Portanto, me desculpem os leitores que tiveram o desprazer de ler aquele texto descuidado. Se você não chegou a ler, sorte sua. E minha. * Quando participo de bate-papos em escolas e feiras de livro, as pessoas me perguntam sobre como recebo as críticas. Tiro de letra? Fico com ódio? Entro em depressão? Bom, não é uma coisa legal, óbvio. A gente se expõe muito quando escreve, e naturalmente que desejamos um feedback amoroso, a não ser que se seja um polemista nato, mas creio que até estes gostam de uns afagos. Quem não gosta? Mas não adianta, faz parte do pacote ser retalhado de vez em quando. * No começo da carreira eu me incomodava mais. Ficava mal quando alguém me detonava, eu levava a sério os esculachos que recebia. É estranha essa mania que temos de nos deixar atingir mais pelas críticas negativas do que pelas positivas. A gente pode receber 100 elogios num dia, aí vem alguém, te ofende, e você quase cai de cama. Vale pra qualquer pessoa, em qualquer situação, mesmo as mais corriqueiras. Você chega num lugar e todo mundo comenta como você está bonita, aí um amigo muito "sincero" diz que seu novo corte de cabelo ficou um desastre e pronto, fim de festa. Às vezes me pergunto se não faz parte da natureza humana essa sensação interna de sermos um blefe, por isso a valorização da crítica: é como se alguém tivesse arrancado a nossa máscara. Será? * Não sei. Tem gente com a auto-estima bem resolvida que não dá a mínima para os desaforos que recebe. Mas não é a maioria. Já conversei com muita gente graúda sobre essa questão, gente com reconhecimento nacional, tarimbadíssimos, e praticamente todos dizem a mesma coisa: é muito desagradável ser espinafrado publicamente. Só que a gente acostuma, e o que nos aborrecia por uma tarde inteira, agora aborrece por 10 segundos. * Eu fico chateada mesmo é quando quem me criticou tem razão. Chateada comigo! Se acuso o golpe, é porque realmente poderia ter feito melhor. Mas quando é apenas grosseria, molecagem, simplesmente deleto e só lamento o fato de existir tanto espírito de porco solto por aí. E há os casos divertidos, como aqueles "inimigos íntimos" que te detonam com uma regularidade espantosa, dando a maior bandeira de que são teus leitores fiéis. Fico pensando que devem estar desempregados ou sem namorado(a) para ter tanto tempo sobrando para ler o que não gostam. Eu, ao menos, não homenageio os autores que não me interessam. O contrário do amor não é o ódio, e sim a indiferença. Quem "odeia" está mais envolvido do que supõe... * A crítica do Cássio foi quase elogiosa. Depois de dizer que o meu texto estava ruim de doer, perguntou: "Foi algum estagiário que escreveu?". Humm, tem um carinho subliminar aí. Ele mal acreditou que pudesse ser eu... * Enfim, não tenho do que reclamar. Recebo uma enxurrada de afeto, até porque quem visita meu blog sabe que vai encontrar apenas conversa fiada, posts que são escritos de qualquer jeito, como se fossem e-mails. Não estou aqui trabalhando, fazendo literatura ou o que for, e sim mantendo um contato mais íntimo com quem curte meu trabalho, falando informalmente sobre livros, filmes, divulgando minha agenda, ou simplesmente trocando ideias, como agora. Mas vez que outra, acontece de eu deixar textos prontos, e foi o que aconteceu nesse último feriado de Tiradentes. No final das contas, valeu como lição e me deu assunto. * Hoje à noite vou assistir o espetáculo Quidam, do Cirque du Soleil, estou na maior expectativa, acho que vai ser bárbaro. Depois comento com vocês. Beijão, bom final de semana!

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