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domingo, 16 de janeiro de 2011

# PRAIA DO FORTE



segunda-feira, 1 de novembro de 2010

# PROJETO TAMAR


"Na década de 70. Até então, não havia registro de qualquer trabalho de conservação marinha no Brasil. Mas as tartarugas já integravam a lista das espécies em risco de extinção. Estavam desaparecendo rapidamente, por causa da captura incidental em atividades de pesca, da matança das fêmeas e da coleta dos ovos na praia.


No sul do Brasil, um grupo de estudantes cursava os últimos anos da Faculdade de Oceanografia da Universidade Federal de Rio Grande e organizava expedições a praias desertas e distantes, de preferência aonde ninguém houvesse chegado antes. O importante era desbravar, descobrir, pesquisar, conhecer o litoral do Brasil e as ilhas oceânicas. Ao mesmo tempo, o grupo fazia pesquisa dirigida, com o apoio do Museu Oceanográfico de Rio Grande
Nos dias e noites em que ficaram no Atol das Rocas, ao amanhecer encontravam rastros e muita areia remexida na praia. Mas não se davam conta de que a mudança no cenário era produzida pelas tartarugas que subiam à praia para desovar, durante a madrugada. Em uma noite dessas, os pescadores que acompanhavam os estudantes mataram onze tartarugas de uma só vez. A imagem foi chocante para os que assistiram à cena, devidamente fotografada.


As expedições acabaram servindo de alerta para a necessidade urgente de proteção do ecossistema marinho. Foi assim que a Faculdade de Oceanografia, onde ainda não se falava em conservação, acabou formando uma geração pioneira de ambientalistas no país, pois todos passaram a se dedicar profissionalmente à conservação marinha

Texto extraido do site http://www.tamar.org.br/interna.php?cod=64
 

#PRAIA DO FORTE - BAHIA

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

#Alegria

Alegria Quem nunca sentiu uma alegria à toa, daquelas que vem sem hora marcada, sem plano, sem festa? Alegria boa é assim: ela vem meio que rasgando a boca, deixando um sorriso de não sei o que na cara da gente... Se alegria tivesse nome, seria surpresa. Se fosse uma casa, seria imensa. Se fosse um doce, que doce seria a tal da alegria? Doce gelado, confeitado, colorido... E se fosse uma música? Seria de flauta? De viola? Acho que de tudo... Alegria tem som de orquestra. Alegria à toa tem cor quente. Cor de sol que se põe bem tarde. Alegria que se preza, tem cheiro de chuva, de infância... E é claro que se alegria fosse gente, seria uma criança... E se fosse bicho, aposto que seria um beija-flor... Se eu pudesse vestir a tal da alegria, ela seria um vestido de linho, branco, bordado no peito, bem soltinho. Se fosse um caminho, seria de terra, no meio do nada, sem cerca e sem construção... Alegria deve ser isso... Qualquer coisa bonita, que nos tira do tédio. Essa coisa gostosa, misteriosa, bem vinda, que em dois segundos deixa tudo em paz. Alegria de verdade é aquela que vive aqui dentro... Que adormece, às vezes, mas que nunca deve morrer antes da gente. Lena Gino