domingo, 15 de abril de 2012

CONSTATAÇAO

Recebi de uma prima muito querida (Nide), um texto que escrevi nos anos de 1977 e ela carinhosamente o guardava. Só acreditei que fui eu quem escreveu, porque reconheci a letra na minha máquina de escrever “Olivetti” de cor laranja, que recebi de presente da minha querida irmã Zênia, já falecida Neste texto eu descrevia sobre a descrença Hoje ao lê-lo, fiquei surpreendida comigo mesma, pois colocava em dúvida a presença dos meus amigos ao meu redor, em um momento da minha vida, em que mais precisei de cada um deles e que nenhuns deles, jamais me abandonaram (quando fui acidentada) e uma reviravolta, aconteceu em minha vida. Esse fato custou-me, praticamente 6 meses de internamento no Hospital Português,nove meses de gesso da cintura aos pés(obviamente de cama literalmente) alguns centímetros da minha perna direita,que por sorte e competência de Dr.jorge Rodrigues Canêdo não a perdi e,a morte do meu irmão mais velho Álvaro. Esse é um assunto, que dificilmente abordo não que tenha me feito traumatizada, pelo contrário,a única coisa que lamento, é a morte do meu irmão, porque, de resto, só me trouxe coisas boas. Claro, que existiram algumas outras perdas, porém nada que, a vida, não possa supri de outra forma Engraçado “sempre que uma pessoa vinha me visitar na saída dizia: ‘Ninha depois da tempestade, vem à bonança” E eu pensava comigo mesma e me perguntava: Que bonança é essa que nunca chega?”rsrsrs, Só hoje, entendi ao que se referiam cada uma delas, pois vejo a minha vida caminhando dentro da normalidade, a segurança em um casamento de 34 anos, três filhos maravilhosos e dois netos, rsrsrs... Essa grande lição também me ensinou a não “chorar de barriga cheia” e agradecer a Dr.Dalmar Trindade, pois foi quem me prestou os primeiros socorros, onde tive a minha vida preservada e pude estar aqui hoje contando essa história rsrsrs P/S O texto,depois mostro aqui,vou scanear,para dar mais veracidade rsrsrs

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